TEMER NÃO QUER REFORMAR A PREVIDÊNCIA, QUER ACABAR COM A APOSENTADORIA

O projeto aumenta a idade mínima para 65 anos, tanto para homens quanto para mulheres, do campo e da cidade;

Aumenta  para 49 anos de contribuição ininterrupta para aposentadoria integral;

Além de outros obstáculos para que os trabalhadores consigam o benefício.

A estratégia publicitária do governo é baseada no “terror” de um suposto “beco sem saída”.

 

A proposta impacta diretamente na vida de todos os brasileiros, portanto, precisa ser discutida com cautela, transparência e sem açodamento.

A Constituição Federal de 1988 estabeleceu o modelo previdenciário brasileiro como parte do sistema de seguridade social, composto pela Saúde, Assistência Social e Previdência Social, bem como um modelo de financiamento tripartite em que o trabalhador, o empregador e o governo contribuem financeiramente para o funcionamento da Seguridade Social.

O governo afirma haver um déficit no financiamento da Previdência Social de R$ 85,8 bilhões, em 2015. É importante perceber que o governo federal apresenta o déficit considerando apenas a contribuição direta do empregado e do empregador.


Quando analisamos os resultados da seguridade social, como preconiza nossa Constituição, percebemos que o déficit imediatamente se transforma em superávit. Em 2015, as receitas da Seguridade social contabilizaram R$ 694,4 bilhões, já as despesas foram de 683,2 bilhões, portanto, contabilizando um superávit de R$ 11,2 bilhões.

 

A atual proposta de reforma da Previdência impõe um enorme sacrifício aos trabalhadores brasileiros, tornando para muitos a aposentadoria um sonho impossível.

 

Além disso, tenta igualar as condições de aposentadoria para trabalhadores que vivem situações muito distintas. A PEC propõe que o trabalhador só terá direito a aposentadoria integral com idade mínima de 65 anos e contribuição ininterrupta por 49 anos, caso incomum na realidade brasileira. No que tange a equiparação entre homens e mulheres, devemos considerar que além de receber menores salários, as mulheres brasileiras desempenham dupla jornada de trabalho.

A proposta desconsidera a realidade adversa de um trabalhador rural, que enfrenta enormes dificuldades relacionadas tanto a informalidade como também do tipo de trabalho executado, incompatível com a vida de um idoso. Também é um retrocesso a proposta do fim da aposentadoria especial para os professores.

 

No Brasil, além da conhecida e estressante jornada no ambiente escolar (precária estrutura, excesso de estudantes), os professores cumprem uma outra jornada fora da escola em atividades de formação, preparação de aulas, correção de exercícios e provas, entre outras. Tudo isso, sem falar no acúmulo de empregos decorrente dos baixos salários da categoria.

 

A proposta de mudança no sistema previdenciário é realmente radical. Tanto a Reforma da Previdência como a recém aprovada PEC do teto de gastos cumprem um mesmo objetivo: proteger os interesses do setor financeiro, que continua ganhando todas no Brasil.

Com adaptações Diário de Pernambuco - Danilo Cabral

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

14 Dezembro 2017

DÍVIDA TRABALHISTA POR LINGERIES Mais de 26 mil peças de moda íntima da empresa Duloren se...

12 Dezembro 2017

AVISO DE RECESSO A Diretoria do SINDAUT comunica aos trabalhadores que no dia 15/12 (sexta...

11 Dezembro 2017

TRABALHADORES DA VOLKS APROVAM TAXA PARA QUEM NÃO FOR SINDICALIZADO O Sindicato dos Metalú...

08 Dezembro 2017

REAJUSTE PELO INPC MAIS GANHO REAL DE 3% Diretores do SINDAUT junto com os trabalhadores d...

07 Dezembro 2017

O Procurador do Trabalho João Carlos Teixeira, determinou o arquivamento do processo em qu...