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27/05/2020 - CAGED ANUNCIA MAIS DE UM MILHÃO DE DESEMPREGADOS NO ÚLTIMO BIMESTRE

  • DESEMPREGO PASSA DE 1 MILHÃO NO ÚLTIMO BIMESTRE

     O professor emérito do Instituto de Economia da UFRJ, João Sabóia, informa que uma das principais fontes de informação sobre o mercado de trabalho - o Caged - , desapareceu.

    Segundo o Caged, em 2019 houve 16.197.094 admissões e 15.553.015 demissões, resultando em 644.099 empregos formais, representando um crescimento de 1,68%. Foram criados 39.054.507 empregos com carteira assinada, até dezembro de 2019. Em março, quando começou a pandemia, houve 240 mil desempregados e em abril, 860 mil trabalhadores perderam o emprego, totalizando um milhão e cem mil desempregados no último bimestre. 

    Em 2020, o governo modificou a forma de levantamento das informações do Caged, o que dificultou a obtenção dos dados. Tais modificações foram consequência da desburocratização e simplificação do envio de informações em um único canal. Foram substituídas quatro obrigações trabalhistas para simplificar o processo de transmissão  dos dados por parte das empresas: Caged, Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), carteira de trabalho e o livro de registro de empregados.

    Uma nota divulgada pelo site da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia em 30/03 comunicou que tão logo a situação voltasse à normalidade e as empresas retomassem a enviar as informações, ocorreria novamente a ampla divulgação dos dados estatísticos dos meses anteriores. Porém, só março e abril foram divulgados. João Saboia observou que desde janeiro o país está sem informações do Caged num momento em passa por crise sem precedentes, com grandes reflexos no mercado de trabalho.

     CNTC reclamou da demora da transmissão de dados

    O grave, diz ele, é que as mudanças foram feitas sem testes prévios e também os setores produtivos reclamaram, como a Confederação Nacional do Comércio, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção e a Confederação Nacional de Serviços. 

    Outra fonte que poderia subsidiar as análises dos efeitos da crise, seriam os dados do seguro- desemprego, que no entanto também estão com problemas, já que há demanda reprimida de cerca de 200 mil requerimentos de seguro-desemprego.

    Para agravar, o que já é muito grave, também o IBGE passa por dificuldades para fazer a Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios Contínua-Pnadc, uma vez que esta  pesquisa é feita através de visita domiciliar, o que se tornou inviável com a Pandemia. 

    Finalizando, o economista diz que é fundamental para o enfrentamento da crise atual ter dados que subsidiem tanto o governo federal como o setor privado, na tomada de decisões, o que se tornou inviável, com a demora na transmissão de dados.

    Com a pandemia desemprego em alta no país


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