Matéria reduzida do UOL, em São Paulo.
Os representantes das principais centrais sindicais do Brasil defenderam, durante audiência na Câmara dos Deputados, o fim da jornada de trabalho 6x1 sem redução salarial. Eles, no entanto, rejeitam medidas de compensação ao setor produtivo ou prazo de transição para a mudança.
Redução das jornadas é apontada como marco para o Brasil.
Os sindicalistas afirmaram que a mudança vai representar ganhos aos trabalhadores sem prejudicar as empresas.
Fim da escala 6x1 é apontado como fundamental para as mulheres. A perspectiva foi levantada por Sônia Zerino, presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores). Ela afirma que a visão torna a redução "urgente" devido às jornadas acumuladas. "Além do trabalho formal, ainda recai sobre elas a maior parte das responsabilidades domésticas e do cuidado com filhos, idosos e familiares. É a chamada dupla ou tripla jornada", disse.
Para muitas mulheres, o único dia de folga não é dia de descanso. É o dia de limpar a casa, organizar a vida, cuidar de quem precisa. Não há pausa real. Sônia Zerino.
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